En Exposición : Rute Andre, «Biolingua»

Abaixo co arte que só enmascara a impotência da humanidade. Vivam a técnica constructivista e o olho mecánico da cámara que nos permite ver a realidade objetiva, e polo tanto progresista.

—Rute André Compostela, Galiza, Maio de 2013

Biolingua

Fala a autora

Comunicativamente, como meio de expressom, o propósito é de politizar à espectadora, fazer que se posicione e consciencie. Pretendo influir no espectador de à pé, posicionandoo para ter unha opiniom direccional sobre a temática, fazendo que reflexione sobre o seu día a día, fazendo que tome umha postura consciênte e activa sobre a lingua, percebendo de um novo jeito a sua própria realidade. Mas com isto non pretendo ser pesimista, se nom aportar também alternativas e opçons para neofalantes poteciais.

Na mostra “Biolingua”, ao igual que faz a feminista Cindy Sherman, intervimos o corpo da mulher como lenzo para a nossa obra e reflexamos umha crítica às exigências estéticas impostas ao nosso sexo, intervindo um corpo de mulher natural e esteticamente alheio aos cánones. Assim intentamos que o léxico galego fique alheio a connotaçons estéticas patriarcais. Na obra o corpo nom é esteriotipado, nem utilizado como chamada de atençom ao sexo masculino, nem é um objeto de desexo, nem decorativo já que é o epicentro temático.

No referente a “Biolingua” e a sua estética vemos reflexos da figura feminina deformante e surrealista de Bill Brand assim como a delicadeza robusta da Eleanor de Callahan.

A poética da pele, da textura e do corpo será o fio conductor que nos guie pola mostra.

Rute André.

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